Você me pede sinceridade, palavras francas. Mas eu só quero fugir. Sendo sincera então: eu quero fugir com você. Mas do que me adiantam a clareza das palavras se dentro de mim existem borrões das mais diversas cores? Será que você consegue desvendar minha aquarela e, como em uma caixa de lápis de cor, arrumar minhas tonalidades? Sou como um rádio, me sintonize! Mas na sua estação favorita e por favor, não mude mais. Não sei se quero ficar sempre tocando a mesma música, mas agora eu me sinto como quando eu gosto tanto de uma canção que quero ouvi-la até enjoar e decorar a letra, assim, de meus lábios sairão aqueles versos tão simples que me lembram você, aquela canção que é feita de você.
Fiquei muito tempo sem postar aqui, sem palavras. Presentes na minha mente, mas tímidas, sem sair para o "papel". Passei muito tempo calada, ouvindo o ecoar da minha própria mente. Talvez eu esperasse uma mudança, esperasse aquele clímax que toda história tem. O problema desse enredo, é que a autora se ausentou, deixando a protagonista sem histórias para contar. Mas ela acordou. Ah, e como acordou.
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