Ah, a saudade... Ela não foi feita pra poesia, pra canção, pra história ou pra aquele romance da sessão da tarde. Saudade foi feita pra doer. Socar seu estômago e te fazer vomitar as tripas. Te deixar de olho roxo. A cada momento que você olhar pra trás, um golpe diferente. A cada lágrima derramada, um nocaute. A cada dia que você passa sangrando, derrubada dentro desse ringue, você analisa seu oponente, suas falhas, seus erros. E o gosto amargo dessa derrota vai virando uma doce lembrança. Apesar de apanhar, você percebe que cada luta perdida é uma vitória. As feridas fecham. Os hematomas somem. A saudade se acomoda. Restam apenas cicatrizes. Que com o tempo se misturam com a cor da pele. E um dia, você vence. Um dia. Mas não agora. Por enquanto, a minha maior vitória, foram meus momentos com você. Por isso ainda apanho.
Fiquei muito tempo sem postar aqui, sem palavras. Presentes na minha mente, mas tímidas, sem sair para o "papel". Passei muito tempo calada, ouvindo o ecoar da minha própria mente. Talvez eu esperasse uma mudança, esperasse aquele clímax que toda história tem. O problema desse enredo, é que a autora se ausentou, deixando a protagonista sem histórias para contar. Mas ela acordou. Ah, e como acordou.
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