Eu sei, nós dois sabemos. Sabemos que bateu um medo danado agora, que o quanto mais próximos estamos, o medo vem me assombrar e me afastar. E sei que isso acontece contigo também. Não sei se é o medo de me prender ou o medo de dar errado, ou ambos. Tivemos erros e relacionamentos errados, que não deram certo, é verdade. E trazemos dentro de nós dois uma bagagem emocional imensa de outros outonos. E cada vez que nos conhecemos mais, tenho medo de que algum erro se repita. Tenho medo de magoar você, de te fazer sofrer. Mas a errada sou eu, eu sei. Tenho ciume doentio do passado, tenho raiva de quando as coisas não saem do meu jeito e apesar de não poder te cobrar nada, sinto um medo imenso de te perder. Mas talvez eu não tenha com o que me preocupar. E nem você. Gosto de ser livre e se me der na telha, vou voar por outras flores, mas por incrível que pareça, nunca me afasto do meu ninho (analogias erradas, eu sei). Sei que não posso te dar o que quer. Ainda. Mas se você me permitir, sempre estarei contigo e por mais que às vezes eu saia andando por aí sozinha, como se fosse uma louca e às vezes também me perca no caminho, qualquer trilha percorrida me leva de volta até você.
Fiquei muito tempo sem postar aqui, sem palavras. Presentes na minha mente, mas tímidas, sem sair para o "papel". Passei muito tempo calada, ouvindo o ecoar da minha própria mente. Talvez eu esperasse uma mudança, esperasse aquele clímax que toda história tem. O problema desse enredo, é que a autora se ausentou, deixando a protagonista sem histórias para contar. Mas ela acordou. Ah, e como acordou.
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