E eu me sentia cansada e ao mesmo tempo agitada, andava rápido e na minha cabeça havia um borrão de pensamentos infinitos. Parei por um momento, ali mesmo no chuva, naquela noite fria e me dei conta de que eu não estava respirando. Tudo girava à minha volta, mas eu parei por um momento. Parei por mim, por você, pelo mundo. Simples e lentamente. Foi então que eu pude perceber que ao mesmo tempo que eu fazia tudo por mim, pelos outros, pela rotina, eu não parei um minuto para fazer nada, para respirar e me concentrar apenas no ar gelado entrando pelas minhas narinas. Ao colocar o ar pra fora, um redemoinho também passou pela minha mente, levando tudo que me pesava, uma leve e poderosa brisa tirou o peso das minhas costas e assim, saí flutuando...
Fiquei muito tempo sem postar aqui, sem palavras. Presentes na minha mente, mas tímidas, sem sair para o "papel". Passei muito tempo calada, ouvindo o ecoar da minha própria mente. Talvez eu esperasse uma mudança, esperasse aquele clímax que toda história tem. O problema desse enredo, é que a autora se ausentou, deixando a protagonista sem histórias para contar. Mas ela acordou. Ah, e como acordou.
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